quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Do amor e suas simplicidades



                 Do amor e outros demônios”, clássico do Prêmio Nobel de Literatura Gabriel García Márquez, tem como tema central o amor, ainda que sob uma forma inusitada. A história do livro, escrito em 1994, se passa em 1949, ano em que o autor era um iniciante repórter em     busca de notícias. Foi desta situação, ao ser enviado para cobrir o esvaziamento das criptas funerárias do convento de Santa Clara, que, anos mais tarde, surgiria a inspiração para essa obra.
            Sierva María, uma marquesinha de 12 anos e vasta cabeleira vermelha, foi criada pelos negros por ter sido rejeitada pelos pais. Ao passear com a criada certo dia, a menina é mordida na perna por um cão e contrai raiva. O pai da menina, aconselhado pelo Bispo, decide mandá-la para um convento, pois acredita que a menina estava possuída por algum demônio. Lá, Sierva María conhece Cayetano Delaura, o padre responsável por exorcizá-la. É nesse contexto que surge o amor proibido da menina e do padre, cheio de controvérsias e, ao mesmo tempo, puro.
            García Márquez narra em “Do amor e outros demônios” uma história de amor diferente, que foge dos padrões, assim como o fez em “Amor nos tempos do cólera”. O livro fala sobre um romance que superou o tempo, ultrapassou os limites da razão e do certo e errado, de um amor que nasceu de forma pura ainda que proibido. Nesse sentido, podem-se traçar semelhanças entre as duas obras do mesmo autor, uma vez que ambas tratam do sentimento mais nobre do ser humano.
            Sendo um livro do grande nome que é Gabriel García Márquez, “Do amor e outros demônios” se torna indispensável nas cabeceiras de todos. Misturando romance, misticismo, religiosidade, dentre muitos outros temas, a obra do autor colombiano é daquelas que, quando iniciadas a leitura, não se consegue parar até o final. Ela prende a nossa atenção e nos encanta pela simplicidade e beleza em cada frase.
Belisa Lazzarotto

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