quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Um Concerto de Amor


            Concerto Campestre, típico romance do século XIX, escrito por Assis Brasil e publicado em 1997, retrata a história de amor entre O maestro e a jovem Clara Vitória, filha de um fazendeiro rico do interior do estado, chamado Major Antônio Eleutério, que construiu sua riqueza contrabandeando gado e vendendo aos dois lados da Guerra dos Farrapos. Era um homem de posicionamento conservador. O que mais lhe trazia alegria na vida era “A Lira de Santa Cecilia”, orquestra da qual possuía, a contra gosto do resto da família, em especial, sua esposa D. Brígida.
            A história acontece nas terras da fazenda do Major Antônio Eleutério, pai de Clara Vitória, uma menina sonhadora que estava prometida à Silvestre Pimentel, tido como bom partido na cidade. Quando o Maestro chega à fazenda para organizar a Orquestra de seu pai, logo chama a atenção da moça por seu ar misterioso, que povoa sua imaginação. Ele se apaixona pela bela Clara Vitória que não demora a retribuir seus olhares e ceder a esta paixão proibida pelos valores de sua família.
            A Lira de Santa Cecilia começa a fazer sucesso fora das terras do Major, que não disfarça a sua alegria com seu capricho. A cada dia vai investindo mais na banda, que é convidada até a tocar na capital. Os encontros noturnos de Clara Vitória ao quarto do Maestro se tornam cada vez mais intensos e consecutivos, até o ponto alto da narrativa, quando a moça engravida do Maestro e sua família descobre. A primeira atitude do Major é tirar satisfações com seu noivo Silvestre Pimentel, que consegue fugir dos tiros que Antônio Eleutério o tenta acertar. Ele toma a decisão de levar a filha para um lugar distante da fazenda que é tido como assombrado pelos moradores da região e não permite que ninguém a visite e a ajude até que nasça o bebê.
            Com estes problemas na família, a orquestra acaba se desmanchando e o Maestro se muda para a capital, Porto Alegre, tentando mudar sua vida e esquecer Clara Vitória. Não alcançando seu objetivo, ele retorna e conclui a história com um típico final romântico.
            Para quem gosta de histórias românticas esta é uma boa leitura, com direito a uma viagem a um tempo passado, com outros valores, e uma outra realidade de imposição de poder. Nos dias de hoje, acredito que jovens apaixonados ainda sofrem pela intromissão de seus pais em suas relações amorosas, mas esta serve como uma reflexão.

Eduarda Jacob

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